Joanete dói, atrapalha sapatos e limita atividades do dia a dia. Quando o tratamento conservador não resolve, a cirurgia pode ser a melhor saída. Mas existem vários tipos de cirurgia de joanete, e cada uma tem indicação específica.

Neste texto eu explico de forma direta as técnicas mais comuns, para quem elas servem, riscos e tempo de recuperação.

Se você está pesquisando opções antes da consulta, vai sair daqui com informação prática para conversar com seu médico. Vou usar exemplos simples, comparar as técnicas e listar pontos que importam na decisão.

Informação é poder: entender os tipos de cirurgia de joanete ajuda a escolher o procedimento que faz mais sentido para o seu caso.

Quando considerar cirurgia de joanete

Cirurgia é indicada quando a dor e a deformidade atrapalham a função. Pessoas que não conseguem usar sapatos confortáveis ou que têm dor crônica são candidatas.

Outros sinais são inflamação persistente, calos na lateral do pé e limitação para caminhar. A decisão depende do grau do desalinhamento e da presença de artrose na articulação.

Converse com seu médico sobre objetivos: reduzir dor, melhorar alinhamento ou restaurar função. Um cirurgião especialista em joanete pode ajudar a escolher a técnica mais adequada.

Principais tipos de cirurgia de joanete

1. Osteotomia distal (Chevron / Austin)

É uma das técnicas mais usadas em joanetes leves a moderados. O cirurgião corta o osso do primeiro metatarso e reposiciona a cabeça para reduzir o desvio.

Vantagens: boa correção em deformidades leves, reabilitação rápida. Desvantagens: pode não ser suficiente para deformidades mais severas.

2. Osteotomia em “scarf”

Indicada para desalinhamentos moderados a acentuados. A osteotomia em scarf permite correção maior e estabilidade melhor do que a técnica distal.

Normalmente oferece resultados duradouros, mas a cirurgia é mais extensa e pode exigir imobilização por mais tempo.

3. Osteotomia proximal

Usada em casos de desvio severo do metatarso. O corte é feito mais próximo da base do osso para permitir uma correção maior do eixo.

Recuperação tende a ser mais lenta e pode exigir proteção com bota pós-operatória por semanas.

4. Artrodese (fusão da articulação metatarsofalângica)

A fusão é indicada quando há artrose intensa ou recidiva após outras cirurgias. Une a articulação para eliminar dor, mas reduz mobilidade do dedão.

É uma solução segura para dor crônica com boa taxa de satisfação, especialmente em pacientes ativos que precisam de estabilidade.

5. Lapidus (fusão tarsometatarsal)

Recomendada quando há instabilidade na base do primeiro metatarso ou deformidade multicompartimental. A fusão da articulação tarsometatarsal corrige a base do problema.

Oferece correção estável, porém o tempo de consolidação óssea é mais longo, podendo prolongar o uso de suporte pós-operatório.

6. Akin (osteotomia do primeiro dedo)

É uma osteotomia do falange proximal, usada em associação com outras técnicas para ajustar o ângulo do dedo. Simples e rápido, complementa correções maiores.

Boa opção quando o desvio do dedo contribui para o joanete, mas não resolve a deformidade metatarsal isoladamente.

7. Keller (ressecção da base da falange)

Mais usada em pacientes idosos ou com rigidez articular e pouca demanda funcional. Remove parte da base da falange para aliviar dor e pressão.

Pode reduzir potência de impulso ao caminhar, por isso é indicada com cautela em pessoas ativas.

8. Técnicas minimamente invasivas (percutâneas)

Procedimentos percutâneos usam cortes pequenos e instrumentação mínima. Objetivo é reduzir dor pós-operatória e tempo de recuperação.

Nem todo caso é passível de abordagem minimamente invasiva. A técnica tem indicação crescente, mas depende da experiência do cirurgião e do grau da deformidade.

Comparando técnicas: o que considerar

  • Gravidade da deformidade: técnicas simples funcionam em desalinhamentos leves; fusões e osteotomias proximais para casos severos.
  • Idade e atividade: pacientes jovens e ativos podem evitar ressecções que reduzem a função.
  • Presença de artrose: artrose significativa tende a favorecer fusão articular.
  • Tempo de recuperação: osteotomias distais costumam recuperar mais rápido; fusões exigem período maior.

Riscos e expectativas

Toda cirurgia tem riscos: infecção, rigidez, recidiva do joanete e problemas na consolidação óssea. A taxa e o tipo de complicação variam conforme a técnica.

É importante ter expectativas realistas. A meta é reduzir dor e melhorar função, não garantir que o pé fique exatamente como antes da deformidade.

Recuperação: passos comuns

  1. Imediato: controle da dor e elevação do pé nas primeiras 48 a 72 horas.
  2. Primeiras semanas: uso de calçado pós-operatório ou bota; evitar apoio total conforme orientação médica.
  3. Reabilitação: fisioterapia para mobilidade e fortalecimento, geralmente iniciada após a fase inflamatória.
  4. Retorno às atividades: variável; de 6 semanas a alguns meses dependendo da técnica e consolidação óssea.

Como escolher o melhor procedimento

Referência na área de ortopedia do pé e tornozelo em Goiânia, o Dr. Bruno Air, cuja expertise abrange procedimentos minimamente invasivos com destaque para a cirurgia de joanetes, comentou que não existe uma técnica única para todos. A escolha considera o tipo e grau do joanete, idade, nível de atividade e presença de artrose.

Leve imagens do pé, histórico de cirurgias e uma lista de prioridades para a consulta. Um bom diálogo com o cirurgião ajuda a alinhar expectativa e resultado.

Conclusão

Existem vários tipos de cirurgia de joanete, cada uma com indicação, vantagens e limitações próprias. Conhecer as opções ajuda você a discutir com o médico e escolher o procedimento certo para o seu caso.

Se estiver em dúvida, busque avaliação especializada, compare riscos e tempos de recuperação e aplique as dicas na hora da consulta. Tenha em mente que entender os tipos de cirurgia de joanete é o primeiro passo para uma recuperação com menos dor e mais conforto.

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